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Archive for the ‘Felipe’ Category

Para renovar o estoque de carinho do filhote e da nora... (por Pedro Rossi)

... fomos tomar umas cañas no café dos argentinos... (por Feder, o camarero)

Tristeza é ver o filho amado partir para muy lejos... (por mim)

Na verdade, as despedidas começaram antes, no niver do Chiquinho... (por mim)

Con mi grande compañero, el guapísimo Pedro Rossi... (por Ines Copf)

Ines, Pedro e Ceci, na casa onde tudo começou... e terminou (por mim)

Com minha querida família barcelonesa, a Padovani-Amaral: Tomás, Angélica e João... só faltou o Chiquinho... (por Ines Copf)

Con las chicas más fuefas do mundo mundial, Patu e Michelly... (por Ines Copf)

A Grande Família posa para o porta-retrato... (por Ines Copf)

Aqui com Ines, a bósnia-grega mais encantadora do pedaço... (por Pedro Rossi)

No derradeiro passeio, os vitrais da igreja Santa Maria del Mar...

... onde agradeci muitíssimo à Virgem de Montserrat por tudo o que a Catalunha me deu nesses 14 meses... (por mim)

E o ponto final, a Plaza Cataluña, onde Barcelona é muito mais Barcelona... (por mim)

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Fotos Anamaria Rossi

Véspera de viagem é sempre assim: a gente começa a esvaziar os potinhos com delícias sobrantes que se multiplicam como coelhos na geladeira. E quando a viagem que se avizinha é longa e sem volta, a fúria recicladora estende-se a todos os desvãos do armário.

Tudo começou porque eu não queria de jeito nenhum jogar fora o que sobrou do creme de pralinê e limão usado nas tartaletes do aniversário da Patu. Porque, além de ser um desperdício absurdo, estava di-vi-no!

O vento frio que entrava pela porta da varanda foi o pretexto que faltava: esquentar a casa é preciso, e o que pode ser melhor que um forno aceso? Então, vamos ao bolo do dia!

No armário encontrei restinhos de amêndoas moídas, chocolate em pó e açúcar moreno. Abri a geladeira e constatei feliz que havia dois ovos. Pronto, está feito!

BOLINHOS BYE BYE

  • Bata bem: 2 gemas, 2 colheres de manteiga (temperatura ambiente) e 2 xícaras de açúcar moreno.
  • Acrescente: 1 xícara de chocolate em pó, 1 xícara de amêndoas moídas, 1 xícara de farinha de trigo e 1 pitada de sal.
  • Depois de bem misturado, junte aos poucos 1 xícara de leite (temperatura ambiente) e misture vigorosamente.
  • Por fim, adicione delicadamente, mexendo com uma espátula em movimentos circulares de baixo para cima, 2 claras em neve e 1/2 colher (sopa) de pó Royal.
  • Unte 12 forminhas de cupcake (ou forre com forminhas de papel) e preencha-as com massa até 3/4 da altura.
  • Leve ao forno pré-aquecido a 220 graus por 10 minutos; se os bolinhos tiverem crescido bem, baixe a temperatura para 180 graus e deixe mais 5 minutos ou até que eles estejam assados (faça o teste do palito).

O creme de pralinê é um tanto complicado para uma receita tão simples, e como se trata de uma reciclagem sugiro que você use como acabamento aquela sua cobertura de chocolate básica. Na falta dela, use um brigadeiro mole ou um chocolate tipo cobertura derretido, despejado ainda quente sobre o bolo muuuito gelado. Para arrematar, você pode polvilhar amêndoas moídas ou raladas e dar um toque de charme.

E como domingo é dia de ser feliz, e o forno já estava quente, aproveitei para assar uns pães de queijo que fiz para esperar Felipe. Já que ele está demorando…

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Para Felipe e Irene, a caminho de Poconé…

… e para Susana, que passou comigo por lá nove anos atrás.

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Uma das primeiras coisas que fizemos tão logo pusemos os pés em Ronda foi localizar sua Plaza de Toros. Não apenas por ser uma das mais antigas  da Espanha e talvez a mais cultuada pelos toureiros, mas também por ser o berço da moderna arte de tourear.

Foi em Ronda, no século 18, que as corridas de touros saíram do limbo das festividades bárbaras e ganharam, pelas mãos da dinastia Romero, o status de arte, exercida com a precisão e a elegância de um bailado.

Felipe nunca quis ver uma tourada, nem quando estivemos em Sevilha, dois anos atrás, em plena temporada. Ele integra o enorme contingente – aqui na Espanha e mundo afora – que defende o fim das corridas de touros.

Eu lamento não ter podido ainda assistir a uma delas. Talvez mudasse de idéia depois, mas a tourada que guardo em minha fantasia está longe de ser o assassinato cruel de um touro indefeso.

Para mim, é uma das manifestações artísticas mais viscerais que a Humanidade ainda preserva. A representação de milênios de luta do Homem contra a própria natureza animal – uma luta imprescindível para que o Homem seja Homem, porém inglória porque não tem vencedor, e nunca terá. A luta, enfim, do Homem com o touro que vive dentro dele, e que deve continuar vivendo para que ele não perca a referência de humanidade.

Talvez minha visão tenha sido moldada pelo cinema, pela literatura, pelo romantismo. Ou talvez seja apenas fruto do meu fascínio por tudo o que se chama Paixão, assim, sem maiores explicações e consequências.

O fato é que sou louca por uma Plaza de Toros! E a de Ronda é particularmente encantadora, sobretudo numa manhã ensolarada e fresca, de uma luz pálida e convidativa.

A Plaza de Toros de Ronda é a mais antiga das que foram erguidas em pedra quando só se permitia construí-las em madeira, para derrubá-las ao final da temporada. Está de pé desde 1785, quando foi inaugurada por Pedro Romero, criador do estilo rondeño que estabeleceu as bases da tourada moderna.

De estilo neoclássico, a Plaza tem lugar para 6 mil pessoas e pertence à Real Maestranza de Caballería de Ronda. É palco da tradicional Corrida Goyesca, que acontece todo ano no início de setembro, parte da programação da maior festa da cidade, a Feira de Pedro Romero.

Antes de mim – salve a modéstia! – gente de naipe bem mais avantajado passou por lá, se encantou e ficou, ainda que apenas virtualmente. Hemingway, aquele maluco genial, foi um deles. Apaixonado pelas touradas, além de aprender a tourear escreveu dois livros sobre o tema. Orson Welles, outro maluco genial, foi mais longe: deixou em testamento o desejo de ser enterrado em Ronda. E foi.

Como dizem por aqui, a mi me bastaria poder voltar a Ronda em plena Corrida Goyesca. Com o ingresso numa mão e a câmera na outra. Quem sabe um dia?

Próxima parada: Cádiz


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29/03/2010 - 196 km

Deixamos Córdoba sob uma chuva torrencial, mas foi só virar a esquina e o céu começou a abrir-se em nuances de azul, como se adivinhasse que estávamos a caminho de um dos destinos mais fascinantes da viagem.

Ronda é uma jóia do Neolítico encravada no alto de um espetacular maciço rochoso 750 m acima do nível do mar. Uma preciosidade lapidada com precisão desde antes da História, por povos de origens tão remotas que é bem possível que tenham surgido ali mesmo.

É sem dúvida o lugar mais impressionante que já conheci. Um autêntico  pueblo blanco, muito bem preservado, à beira do precipício, protegido por uma imponente muralha muçulmana e cortado pelas profundezas do rio Guadalevín, o Tejo de Ronda.

A delicada majestade de seus recortes marcou a vida e a obra de muitos artistas, entre eles o austríaco Rainer Maria Rilke, que viveu ali por um breve período, entre 1912 e 1913. Atraído pela pintura de Velázquez e El Greco, Rilke encantou-se pela cidade e, durante sua estada, produziu farta correspondência conhecida como seu Epistolario Español.

É de Rilke a descrição mais precisa para a Ronda gravada em minha retina:

“… el incomparable fenómeno de esta ciudad, asentada sobre la mole de dos rocas cortadas a pico y separadas por el tajo estrecho y profundo del río, se correspondería muy bien con la imagen de aquella otra ciudad revelada en sueños. El espectáculo de esta ciudad es indescriptible, y a su alrededor, un espacioso valle con parcelas de cultivo, encinas y olivares. Y allá al fondo, como si hubiera recobrado todas sus fuerzas, se alza de nuevo la pura montaña, sierra tras sierra, hasta formar la más espléndida lejanía.”

Eu, Felipe, Dona Nô e Seu Atílio nos hospedamos num pequeno e charmoso hotel-fazenda, aos pés da cidade, de onde avistávamos a jóia andaluza como uma coroa de diamantes brancos no alto do penhasco. Para chegar lá era preciso vencer uma estradinha estreita e sinuosa, profundamente castigada pelas chuvas que, semanas antes, haviam arrasado a região.

Antes do café-com-leite e do pão com tomate e jamón, respirávamos o ar puríssimo daquelas altitudes e conferíamos o movimento no pequeno estábulo ocupado por cavalos de raça.

Nos dois dias que ficamos ali, nem o vento gelado nos desanimou de percorrer a pé todas as ruas e ruelas que nosso tempo permitiu. Antes e depois da Ponte Nova (el Puente Nuevo), que cruza o abismo do Guadalevín em direção ao Casco Antigo.

Visitamos a antiga Medina, um belíssimo conjunto de casinhas brancas medievais no ponto mais alto do maciço, e nos fartamos com os incontáveis mirantes espalhados pela cidade – que é toda um privilegiado belvedere.

Ronda passou por inúmeras guerras, foi conquistada e reconquistada pelos mais diversos invasores e foi um dos últimos redutos muçulmanos a cair ante a coroa cristã, em 1495.  Apesar disso, ao contrário de outras cidades cuja energia sucumbe ao peso da História, o que se respira em Ronda é o ar puro, fresco e leve de um reduto de paz. Bem pertinho do céu.

Próxima parada: a Plaza de Toros de Ronda


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Léo e Ivan, na Variant laranja, voltando das férias (Foto Dona Nô)

Quando ele nasceu, há exatos 39 anos, eu e Érica estávamos com sarampo e tivemos que esperar vários dias até poder chegar perto do nosso primeiro irmãozinho. Ainda bem que não foi o contrário: ninguém conseguiria conter a inquietude do rapazinho se ele é que fosse proibido de entrar no quarto de uma nova irmãzinha.

Léo é pura energia! Quase sempre uma energia explosiva, afirmativa, contagiante. Vez ou outra, um vulcão aparentemente adormecido mas prestes a transbordar. E quando transborda, é melhor manter uma distância segura.

Fotos Anamaria Rossi

Mas na família formada por Seu Atílio e Dona Nô, ninguém é de manter distâncias seguras. Quanto maior a confusão, mais a gente chega perto. Talvez por isso sejamos tão cúmplices uns dos outros, os quatro irmãos, mesmo tão distintos.

Léo foi o primeiro a revelar suas diferenças, ainda na adolescência. Enquanto os outros três se encaminhavam para a universidade, ele pegou no batente com Seu Atílio lá na firma. Enquanto as duas irmãs mais velhas brincavam de hippies tardias, Léo vivia seu momento playboy, que felizmente não durou muito. Foi o último a sair de casa, e o único a permanecer em nossa Ribeirão natal.

Mas quem só enxerga aparências não tem a mínima idéia de quem é o Léo. Enraizado, sim, mas capaz de empreender grandes revoluções, gestadas na intimidade, no silêncio e na solidão do vulcão adormecido. Lentamente, consistentemente, e sem que ninguém perceba – talvez nem ele. Pelo menos até o momento da explosão.

Sob uma aparente rigidez, ele esconde furacões que, de repente, varrem tudo o que ele pensava ser, para que ele descubra e revele, mais uma vez, tudo o que ele é.

No colo do Seu Atílio, enquanto Vô Olavo pesca (Álbum de Família)

A imagem mais arraigada que tenho dele é de um Léo ainda moleque, três ou quatro anos. Estávamos no clube, à beira do rio Pardo, sentados nas bordas de uma prancha de madeira fincada no barranco. Na ponta, Vô Olavo pescava, chapéu de palha, a netaiada em volta.

Léo estava sentadinho ao meu lado, os dois com os pezinhos balançando rentes à água que corria sob a prancha. De repente, vi seu rostinho desaparecendo na água como uma fotografia que se desmancha, e ouvi o grito de minha mãe atrás de mim: “Meu filho! Meu filho caiu no rio!!!”

Dando banho na Júlia, com Rafa na espreita (Foto Ana Rossi)

De outra prancha, a poucos metros da nossa, um homem saltou imediatamente e veio subindo na contramão da corrente, tateando as águas barrentas. Foram poucos segundos, e uma eternidade, até ele emergir com um menininho loiro, assustado e quieto nos braços.

Alguns minutos depois, minha mãe, com o filho no colo e já acalmada por dois copos de água com açúcar, perguntou ao salvador como ele tinha conseguido aquele milagre. Ele disse que apenas tinha percorrido as águas turvas num mergulho até chegar à nossa prancha e lá estava o Léo, debaixo do madeirame, agarrado com toda força às estacas, com a cabecinha fora d’água e os olhões arregalados como dois faróis.

Brincando comigo no tanque de areia de casa (Álbum de Família)

Suas grandes batalhas, Léo enfrenta assim, quietinho, lá no fundo, com o nariz fora d’água e os olhos bem abertos. E depois emerge, lindo, loiro e já esquecido da escuridão. Pronto para começar de novo a aventura da vida – ainda que seja preciso segurar bem firme as estacas.

A última do Léo ainda hoje me surpreende. Durante uns bons anos, recentemente, tivemos brigas homéricas, regadas a boas doses de cerveja, nos encontros de família. Com a sinceridade cortante que é marca registrada dos Rossi. Meses de silêncios, tristezas e feridas abertas entre uma e outra. Cheguei a acreditar que havíamos nos desencontrado de verdade na vida.

Com sua amada Rose, no aniversário de Felipe, em Brasília (Foto Anamaria Rossi)

Até que, um dia, recebo um telefonema do Léo. Sem mais nem menos, apenas porque – se não me falha a memória – ele tinha acabado de conversar por telefone com Felipe, seu afilhado, a essa altura já morando na Espanha.

Sabe-se lá que revolução estava sendo gestada ali no vulcão interno do Léo, mas algum detalhe na conversa com Felipe desatou a emoção no coração do meu irmão. Então, sem titubear, ele pegou o telefone, ligou para mim em Brasília e fez a mais linda declaração de amor que já recebi em toda a minha vida.

Nem preciso dizer que fiquei muda. Estupefata. E tão profundamente feliz com a carinhosa explosão que nunca sequer consegui retribuir à altura. Com a lava fervente de seu coração, Léo construiu uma nova ponte entre nós, e só me restou vencer o medo e caminhar sobre ela.

Foto Anamaria Rossi

Léo é assim. Fera regida pelo Sol. O triunfo da natureza sobre a construção. Tanto mais forte quanto mais coração.

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29/03/2010 - 166 Km

Ainda sob o encantamento das mil e uma maravilhas de Granada, eu, Felipe, Seu Atílio e Dona Nô pegamos a estrada numa manhã indecisa entre o sol e a chuva e seguimos rumo a Córdoba, com um único ponto marcado no mapa: a Mezquita.

Quando fechamos o roteiro da viagem já não havia pouso disponível em Córdoba, destino disputado na Semana Santa. Mesmo assim resolvemos passar um dia por lá, entre uma parada e outra, exclusivamente para ver a Mezquita. Garanti que valia a pena: eu sabia o que nos esperava.

A Mezquita de Córdoba é, em si, uma viagem pelos escaninhos do tempo. Muito tempo. Uns dois milênios mais ou menos. Desde a passagem dos romanos, 200 anos antes de Cristo, e o domínio dos visigodos, ali pelos anos 500 d.C., até a reconquista católica, no século 15, passando por 800 anos de reinado muçulmano.

Mapear sua majestade é fazer um passeio transcendental pelos ancestrais das civilizações. Um ir e vir pela arqueologia da fúria conquistadora de todos os tempos. Um encontro com o que há de mais atávico na genética do Homo sapiens: a arte e a guerra.

São 22 mil metros quadrados de arte, destruição e reconstrução, em camadas sobrepostas de diferentes estilos. A ante-sala é o belíssimo Patio de los Naranjos, com 98 laranjeiras em flor enfileiradas entre fontes onde os muçulmanos se lavavam antes de entrar no templo.

Lá dentro o espetáculo é indescritível: 850 colunas de mármore, jaspe e granito desenham uma sequência de corredores simétricos e sustentam uma sucessão de 365 magníficos arcos bicolores, que ocultam tesouros e energias de milênios.

Considerada o mais significativo monumento do Reino de Al Andalus e tombada pela Unesco como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, a Mezquita foi erguida pelos muçulmanos entre os anos 785 e 787, às margens do rio Guadalquivir. Detalhe importantíssimo: ela foi erguida sobre os escombros da Basílica de San Vicente Mártir, templo cristão edificado dois séculos antes pelos visigodos durante seu breve domínio de Córdoba.

Expropriada e destruída pelo califado, a Basílica deu lugar ao que veio a ser o maior símbolo do poder do Islã na Península Ibérica. Os restos da Basílica visigoda e da passagem dos romanos podem ser vistos lá mesmo, no Museo de San Clemente, que desde 1996 reúne objetos encontrados durante escavações arqueológicas empreendidas na década de 30.

Os católicos que reconquistaram Al Andaluz no século 15, sob o reinado de Fernando de Aragão e Isabel de Castilla, tiveram a brilhante idéia de não destruir a Mezquita – e a péssima idéia de construir sua catedral dentro dela.

O resultado visual desse encontro é um legítimo desencontro estético, com colunas mouras povoadas de imagens católicas e arcos recheados de afrescos renascentistas.

Talvez seja essa esquizofrenia estética, espelho de uma história turbulenta desenhada em mármore, sangue e escombros, o que tenha me incomodado tão profundamente na Mezquita de Córdoba. Apesar de sua majestade e beleza, ela não entrou para a lista de meus lugares preferidos no mundo.

Nas duas vezes em que a visitei, saí de lá meio tonta, vendo vultos onde não havia, ouvindo vozes em línguas estranhas, com o coração apertado e o peso do tempo me curvando os ombros.

Para minha sorte, quando saímos do templo visigodo-muçulmano-católico, eu, Felipe, Dona Nô e Seu Atílio, caía uma chuva torrencial sobre o labirinto de ruelas do bairro judaico, lavando Córdoba e nossas almas de toda mágoa.

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Próxima parada: Ronda

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