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Archive for the ‘Despedidas’ Category

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Casa

Lulu Santos

Primeiro era vertigem
Como em qualquer paixão
Era só fechar os olhos
E deixar o corpo ir
No ritmo
Depois era um vício
Uma intoxicação
Me corroendo as veias
Me arrasando pelo chão
Mas sempre tinha
A cama pronta
E rango no fogão…

Luz acesa
Me espera no portão
Prá você ver
Que eu tô voltando pra casa
Me vê!
Que eu tô voltando pra casa
Outra vez…

Às vezes é tormenta,
Fosse uma navegação.
Pode ser que o barco vire
Também pode ser que não

Já dei meia volta ao mundo
Levitando de tesão
Tanto gozo e sussurro
Já impressos no colchão…

Pois sempre tem
A cama pronta
E rango no fogão, fogão!…

Luz acesa
Me espera no portão
Pra você ver
Que eu tô voltando pra casa
E vê!

Que eu tô voltando pra casa
Outra vez…

Primeiro era vertigem
Como em qualquer paixão
Logo mais era um vício
Me arrasando pelo chão…

Pode ser que o barco vire
Também pode ser que não
Já dei meia volta ao mundo
Levitando de tesão…

Pois sempre tem
A cama pronta
E rango no fogão
Fogão! Fogão!…

Luz acesa
Me espera no portão
Prá você ver
Que eu tô voltando prá casa
Me vê!
Que eu tô voltando prá casa…

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PS: O blog não termina aqui. Voltarei vez ou outra para contar um pouco das muitas histórias que ainda não contei de minha temporada em Barcelona.

Obrigada, de coração, a todos os que me acompanharam nesta incrível viagem.

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Para renovar o estoque de carinho do filhote e da nora... (por Pedro Rossi)

... fomos tomar umas cañas no café dos argentinos... (por Feder, o camarero)

Tristeza é ver o filho amado partir para muy lejos... (por mim)

Na verdade, as despedidas começaram antes, no niver do Chiquinho... (por mim)

Con mi grande compañero, el guapísimo Pedro Rossi... (por Ines Copf)

Ines, Pedro e Ceci, na casa onde tudo começou... e terminou (por mim)

Com minha querida família barcelonesa, a Padovani-Amaral: Tomás, Angélica e João... só faltou o Chiquinho... (por Ines Copf)

Con las chicas más fuefas do mundo mundial, Patu e Michelly... (por Ines Copf)

A Grande Família posa para o porta-retrato... (por Ines Copf)

Aqui com Ines, a bósnia-grega mais encantadora do pedaço... (por Pedro Rossi)

No derradeiro passeio, os vitrais da igreja Santa Maria del Mar...

... onde agradeci muitíssimo à Virgem de Montserrat por tudo o que a Catalunha me deu nesses 14 meses... (por mim)

E o ponto final, a Plaza Cataluña, onde Barcelona é muito mais Barcelona... (por mim)

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The Milkmaid, Jan Vermeer

Eu sei que eu não deveria ficar aqui contando tantas intimidades, mas é que realmente a Semana da Reciclagem na geladeira aqui de casa está me saindo uma belezura!

Hoje eu comecei pelo congelador: o penúltimo dos moicanos era um potinho de molho à bolonhesa home made by myself. Uma bolonhesa nada original, porque a carne moída que encontrei naquele longínquo dia da confecção do molho não era apenas uma carne moída, era um preparado para alguma coisa que já vinha com um pouco de amido misturado. Mas o sabor do tomate bem cozido, com cebola, alho, azeite de oliva e um buquê de ervas, me ajudou a superar o trauma da desagradável textura da carne.

No segundo passo, ao abrir a porta inferior da geladeira, dei de cara com a bandeja de frios: zero jamón, miles de quesos! E, confesso, pouca coisa além disso nas prateleiras vizinhas, a não ser por algumas frutas e legumes que, definitivamente, eu não estava a fim de comer num dia tão friorento.

Automaticamente as palavras “bolonhesa” e “queijo” combinaram-se em meu Sistema de Busca Interior, que para minha alegria acendeu o alerta laranja do armário: ***massa de canelone disponível***.

Antes que eu tivesse tempo de contar as calorias da bomba que daria à luz em poucos minutos, os apetrechos já estavam alinhados sobre a pia, e duas panelas com água, sal e azeite já começavam a borbulhar no fogão.

Nos 15 minutos que a pasta levou para cozinhar, preparei uma béchamel bem enxutinha, com farinha de trigo, manteiga, leite, noz moscada e uma pitada de sal, e dividi em três partes. À primeira juntei pedacinhos de queso azul; à segunda, um pouco de brie desmanchado (brie é incrivelmente barato aqui na Espanha); à terceira, um pouco de emmental ralado e uns pedacinhos de queijo fresco.

Para dar mais consistência à béchamel, dividi entre os três potinhos as duas fatias de mussarela magra que me restavam (eu sei que deveria ter pensado em algo menos gorduroso, mas o fato é que eu queria acabar com aqueles queijos todos…).

Esfriei um pouco os cremes de queijo, para dar-lhes textura de recheio, montei os canelones alternando os sabores, cobri com a bolonhesa borbulhante e levei ao forno para gratinar com um pouquinho de grana padano ralado.

Feitas as contas, temos aí nada menos que seis queijos, o que é um exagero evidente, só permitido em situações extremas de Reciclagem de Restinhos em Véspera de Mudança.

A parte ruim de tudo isso foi que o restinho de vinho branco que descansava na geladeira não pode ser incorporado ao banquete, estava quase virando vinagre.

A parte boa é que sobrou metade da forma de Cannelloni Tutti Formaggi para o jantar…

Foto Anamaria Rossi

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Na festa de formatura, eu e Jesus, meu primeiro parceiro nas aulas de cozinha, exibimos orgulhosos nossos diplomas

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Pose nada clássica com Loreto, que roubou o lugar de Jesus e foi uma grande parceira

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Fazendo charme ao lado do chef Lluis Rovira, queridíssimo e competentíssimo!

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Lluis abriu os trabalhos com uma bela festa, quitutes mil e, claro, muito Cava

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O segundo turno da festa foi em um bar de tapas em frente à escola

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Alícia tenta captar a borrachera de Paloma e Loreto no bar dos argentinos, terceira parada na ronda comemorativa

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Loreto, com o ar tropical das Canárias, e Alícia, cheia de ginga catalana-andaluza

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Como achamos pouco, las cuatro guapas borrachas partimos para a quarta etapa

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Alícia e sua amiga e parceira de cozinha, a guapísima e querida galega Paloma

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A dupla mais dinâmica do Mundo Mundial: Doñana e Lore, depois dos mojitos finais

E aqui termina a história de um de recomeço – e começa outra, ainda por viver e contar.

Anamaria Rossi, Jornalista e Cozinheira.

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Ilustração de Paulo Galindro

Arrumar as malas é sempre dolorido, ainda que a simples idéia de mover-se traga em si a imensa alegria dos novos horizontes. Mas aquele momento em que você está diante das portas abertas do armário de uma vida, ou de um pedaço de vida, e tem que escolher o que levar e o que deixar para trás, ah!, que difícil, Dios mío.

Talvez porque essa escolha seja pura ilusão. Ela ja está, já foi feita, antes, atrás, nas veredas, nas encostas, nos atalhos, no caminho. E o que está diante de seus olhos no armário da vida é tudo o que você é, o que fez e o que não fez, o que viveu, o que chorou, acertos, descaminhos, omissões. Suas dores e amores, alegrias, desencantos, fantasmas, raios de sol, canções, momentos, mentiras. Está tudo ali: sua verdade mais pura.

Escolher o quê? Um vestido? Um recorte de jornal? Uma imagem? Uma taça de licor compartilhado? Uma manta que te aqueceu no duro inverno? Uma conta de restaurante meio amarelada? Um cheiro? Uma noite em claro? Um ruído? Um sentimento? Um gesto?

Melhor seria não levar mala nenhuma, um armário inteiro dentro de mim. E só.

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