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Archive for the ‘Vacaciones’ Category

Fotos Anamaria Rossi

Se eu tivesse que dizer em uma palavra como ficou marcada em minha retina a breve passagem por Cadaqués, esta palavra seria LUZ. Desde a brancura das casas ao brilho do sol nas águas do fim da tarde, tudo na cidade onde Salvador Dali viveu (e dizem que ali também enlouqueceu) irradia luminosidade.

Cadaqués é um pueblo pesqueiro quase no fim da Costa Brava, hoje transformado em destino de turistas descolados, que abriga lojinhas e ateliês charmosíssimos, em total sintonia com as ruas estreitas de pedra sobre pedra.

Atração à parte em nossa passagem foi o Fusca descapotable (adoro esta palavra!) preparado para receber os noivos que saíam da igrejinha em frente, lá no alto de uma montanha de pedra.

Mas a grande atração da cidade é a Casa de Dali, transformada em museu, em Portlligat, a poucos quilômetros do centro, “assinada” com os inconfundíveis huevos do artista sobre o telhado.

Chegamos sem tempo hábil para visitar o museu, mas isso não nos impediu de curtir a bela paisagem do fim da tarde.

Mais cedo, poderíamos ter dado uma volta no barco Gala, o amarelo aí de cima, mas nos contentamos em apreciar em terra firme a arquitetura das casas da região, especializada em disfarçar as construções nos paredões de pedra.

Antes de o sol se esconder de todo, subimos a serra cruzando os olivais em direção a Figueres, esta sim a cidade de Dali, onde ele nasceu e para onde voltou com pompa e circunstância.

Escolheu nada menos que um antigo e suntuoso teatro para instalar seu museu (no qual também não entramos desta vez), e instalou no alto das torres uma impressionante coleção de ovos.

Dizem que os relevos que decoram as paredes externas do museu são simpáticos cocozinhos dalinianos. Não consegui checar a informação, mas – por si acaso – Tomás não perdeu a chance de fazer uma palhaçada.

E aqui termina a temporada de verão, com um vento fresco já anunciando que o outono vem aí e me lembrando de que está chegando a hora de voltar ao meu querido Patropi.

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Fotos Anamaria Rossi

Desta vez não tive como escapar de Portbou. Estava bem ali, a 15 minutos de carro de Llançà, na fronteira com a França, e Tomás queria ir àquela praia que tem uma plataforma flutuante bem no meio da água.

Pedro já tinha me avisado que eu ia adorar. E adorei! A começar pelo caminho, uma descoberta a cada curva, um novo horizonte em cada mirante.

Fiquei tão passada que desandei a fotografar e filmar, e quase esqueci que eu só tinha levado a nova Cyber-shot fúcsia (!), com UM cartão e UMA bateria (a Nikon de responsa está temporariamente aposentada, até eu voltar ao Brasil e submeter sua lente a uma bela faxina).

Foto Angélica Padovani

Mas com a Cyber-shot, como sempre, a gente faz qualquer negócio – e nada mais apropriado a uma turnê “mochilinha” que uma “câmerazinha”, não é mesmo?

Depois de uma praiazinha de água gelada, fomos buscar um de-comer ali na Rambla de Cataluña. Foi lá que uma senhorinha muito simpática, ao me ver fotografando, disse:

– É muito bonito, não acha? Você precisa ver no outono. Ano passado teve um vento tão forte que todas as folhas caíram, e o chão ficou coberto por um lindo tapete esverdeado. Eu, que vivo aqui há 73 anos, nunca tinha visto nada igual!

Achamos o de-comer e o de-beber, uma sangria sanguínea, refrescante e deliciosa. Fiquei com pena do Tomás, que teve que se contentar com uma Fanta Laranja…

Na noite anterior, tínhamos visitado Portbou rapidamente, e fomos surpreendidos por gigantescos grafites com figuras femininas espalhados pela cidade. Não consegui saber a que se devem, mas achei o máximo!

Aliás, o máximo é a cidade inteira, desde a vista lá de cima até a estação de trem, sem esquecer, é claro, do azul profundo do céu em noite de poucas luzes.

Pedro tinha razão: Portbou é imperdível!  Ainda bem que deu tempo.

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Chiquinho, Tomás e Angélica em frente ao castelo (por Anamaria Rossi)

A previsão do tempo indicava uma quinta-feira chuvosa em Llançà, então cedemos – sem nenhum sacrifício – ao desejo da Angélica de ir à França. Duas horas de carro e estávamos em Carcassonne, uma cidade medieval totalmente preservada, com muralha e tudo, e lá dentro um castelo com direito a fosso de crocodilos.

A cidade medieval foi transformada num shopping center a céu aberto: não se paga para entrar, mas a quantidade de tentações para deixar ali o saldo do cartão de crédito é incrível!

Fotos Anamaria Rossi

É assim em vários lugares de valor histórico por onde passei nessas andanças: os recursos para a preservação do sítio são obtidos por meio do comércio de seus espaços, de forma ordenada e consciente.

Não me agrada especialmente, mas entre um shopping medieval e não poder visitar Carcassonne, eu saco meu Mastercard.

Cada vez mais sinto que o velho e o novo estão condenados a viver lado a lado, como aquele ponto de intersecção entre as estações, o verão terminando, o outono começando…

E, no fim de cada estrada, longa ou curta, descubro no passado que o futuro está logo ali, é só abrir os olhos e estender a mão.

Foto Chiquinho Amaral

Pues que venga!

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Chico Amaral é flagrado no crime (por Anamaria Rossi)

Chiquinho e Angélica me receberam em Llançà com uma surpresinha: uma lagosta. Viva!

Ainda bem que o cozinheiro da noite era o Chiquinho… A mim coube apenas registrar o ocorrido, o que fiz com certo asco, mas como sempre em cima do fato.

Para azar de vocês, não pude contar com a sofisticada edição de Pedro Rossi, o que me obrigou a improvisar com meus parcos recursos técnicos e tecnológicos. Como vocês verão, fui salva pelo elenco. E pela receita, claro!

Voilà!

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Fotos Anamaria Rossi

Mochileiro é assim: não desiste nunca!

Teca se foi – mas Angélica, Chiquinho e Tomás estavam me esperando na Costa Brava, o magnífico trecho de litoral entre Barcelona e o sul da França. E lá fui eu. De trem, com uma mochilinha nas costas e uma mala de rodinhas, claro.

A primeira coisa que Angélica me aprontou foi me fazer subir a montanha. Tá certo, era uma montanhazinha de nada, que eu só subi mancando por causa da lombalgia pós-Vespa. E valeu a pena!

Llançà é um antigo porto de pescadores dotado de uma infinidade de calas (pequenas enseadas no pé de altas pedreiras). Nas calas ou mesmo nas praias, areia é o que não há. Estende-se a esteira sobre pedriscos cor de chumbo e usa-se uma sapatilha com solado de borracha para entrar na água sem furar os pés.

Mas o que falta em areia sobra em lindeza de recortes, com água cristalina em vários tons de azul. E se os pedriscos não são nada convidativos, a cidade e o porto recebem muito bem os forasteiros, com pracinhas e recantos para o desfrute amplo e geral.

Echar una siesta deitada no banco da praça ou instalado na jangada-escultura, como fez Tomás, é tão natural quanto sair pela praia de calçola florida ou maiô listrado.

Mas o melhor de tudo é caminhar no fim da tarde pelo porto de Llançà, vendo chegar os barcos de pesca e apreciando os casais maduros que saem para passear em pequenas embarcações familiares.

Se eu vivesse em Llançà, minha casa seria um barco.

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Fotos Anamaria Rossi

Eu já disse que cruzei várias vezes a pequena Formentera numa Vespa? Pois é, nem eu acreditava muito nisso, e aí fiz um Vespa Movie para ver depois e ter certeza.

O problema de virar motoqueira quando a gente já passou da idade é que a ferrugem abunda. O resultado de três dias me equilibrando sobre duas rodas – às vezes com uma mão no guidão e outra na câmera – foi uma bela lombalgia. Que insiste em não ir embora!

Mas eu faria tudo de novo, juro! E agora, que estou metidinha pacas, nada de Vespa. Quero mesmo é uma bela Harley Davidson, com banquinho de encosto e lugar para o carona, que vai atrás fazendo massagem nos meus ombrinhos…

Com vocês, para fechar a série Mochilão, com imagens desequilibradas de Anamaria Rossi e edição sofisticada de Pedro Rossi, sobre música de Paco de Lucía…

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Ana e o Farol

(depois de Lucía y el sexo)

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Eu e Teca chegando à praia de Migjorn - Els Arenals (por Anamaria Rossi)

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Teca a caminho da água mais transparente do mundo (por Anamaria Rossi)

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Eu e o sol em plenitude em outro trecho de Migjorn (por Teresa Albuquerque)

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Olha que carinha de verão! (por Anamaria Rossi)

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yo que sé? versão praia (por mim mesma)

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Ahá! Vocês não contavam com a nossa astúcia! (by myself)

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