Feeds:
Posts
Comentários

Archive for the ‘Barcelona’ Category

Estou de volta a Barcelona para uma nova temporada, e como os tempos são outros acabei criando um novo blog:

ACHADOS & PERDIDOS

Apareça!

Read Full Post »

Para renovar o estoque de carinho do filhote e da nora... (por Pedro Rossi)

... fomos tomar umas cañas no café dos argentinos... (por Feder, o camarero)

Tristeza é ver o filho amado partir para muy lejos... (por mim)

Na verdade, as despedidas começaram antes, no niver do Chiquinho... (por mim)

Con mi grande compañero, el guapísimo Pedro Rossi... (por Ines Copf)

Ines, Pedro e Ceci, na casa onde tudo começou... e terminou (por mim)

Com minha querida família barcelonesa, a Padovani-Amaral: Tomás, Angélica e João... só faltou o Chiquinho... (por Ines Copf)

Con las chicas más fuefas do mundo mundial, Patu e Michelly... (por Ines Copf)

A Grande Família posa para o porta-retrato... (por Ines Copf)

Aqui com Ines, a bósnia-grega mais encantadora do pedaço... (por Pedro Rossi)

No derradeiro passeio, os vitrais da igreja Santa Maria del Mar...

... onde agradeci muitíssimo à Virgem de Montserrat por tudo o que a Catalunha me deu nesses 14 meses... (por mim)

E o ponto final, a Plaza Cataluña, onde Barcelona é muito mais Barcelona... (por mim)

Read Full Post »

Fotos Anamaria Rossi

Ainda me lembro do primeiro dia de aula, quando todos pararam para olhar aquela aluna estranhíssima que chegava atrasada, metida num tropicalíssimo vestido florido de mangas largas. Eu era apenas uma estrangeira, de três, numa turma de catalães típicos, que só falam catalão entre si e não dão muita trela para estranhos.

Resisti bravamente. E valeu a pena! Hoje foi nossa Aula de Formatura e saí de lá com o terceiro diploma de mi vida: Pastelera!

Aula de Formatura, sim, porque nós mesmos preparamos os quitutes, montamos a mesa e fizemos a festa. Com direito a muito Cava, claro.

Não, vocês não estão vendo mal: essas delícias aí de cima são espetinhos crocantes de camarão, rebozados com ingredientes tão estranhos como arroz verde, farelo de milho torrado e pan rallado turbinado com glucosa.

Nunca imaginaram isso numa aula de doces, certo? Pois nem eu. Foi uma espécie de preview do curso avançado de Pastelería, quando se aprende a aplicar na confecção de pratos salgados as delicadas técnicas da repostería.

Algo como confeccionar delícias salgadas que, tal qual os doces, comeremos antes com os olhos. Como os delicados samosas, feitos com massa de rolinho primavera e recheio de legumes salteados com espécies orientais.

Não sei se houve uma reserva especial de humor para a derradeira aula, mas estavam todos tão sociáveis e divertidos que me deu até pena de ir embora…

Preparamos também um canapé que é uma miniatura de torta tatin. Sobre uma base de massa folhada, assada separadamente, encaixamos rodelas de maçã assadas com caramelo em pó, e o toque final e salgadinho fica por conta de um pedacinho de foie salteado na hora.

Antes mesmo de saltear o foie, Carmem já tinha ajeitado todas as mini-tatins na bandeja do banquete…

Preparamos também madalenas salgadas, em forminhas de brigadeiro pequenas, com três recheios diferentes: sobrasada (embutido pastoso típico de Mallorca, à base de carne e gordura de porco, pimenta negra e muita páprica picante); olivada (pasta de azeitonas negras com azeite e, às vezes, anchovas) e  queijo tupí (queijo cremoso curado e temperado com aguardente, de sabor forte e persistente, produzido nos Pirineus Catalães).

Na foto acima, os copinhos onde serão apresentados os espetinhos de camarão recebem una salsa caliente de queijo parmesão.

Tudo pronto, só falta o acabamento de foie sobre as tortinhas de maçã!

A ordem era atacar, mas quem tinha coragem de desmontar aquela belezura toda antes de, pelo menos, tirar uma foto?

E aqui o registro dos dois troféus do dia: o diploma e o curativo no dedo, vítima da faca afiadíssima enquanto picava legumes para o samosa

Bueno… Como tudo começa e termina em Madalena, encerro a sessão Doñana com as deliciosas e facílimas…

MADALENAS PARA APERITIVO

  • 60 g de açúcar
  • 2 ovos
  • 100 g de farinha de trigo
  • 6 g de pó Royal
  • 100 g de manteiga derretida e esfriada
  1. Bata bem os ovos com o açúcar.
  2. Acrescente a farinha peneirada com o pó Royal e misture delicadamente.
  3. Incorpore a manteiga derretida sem bater.
  4. “Tempere” a massa, ou partes dela, com o que lhe apetecer, de preferência ingredientes salgados, pastosos e de sabor pronunciado.
  5. Cubra a massa com filme e deixe repousar na geladeira por pelo menos uma hora.
  6. Encha forminhas de brigadeiro até quase a boca e leve ao forno pré-aquecido (210 graus) por poucos minutos, até que as madalenas estejam crescidas e cozidas (faça o teste do palito).

OBS: Apesar de levar açúcar, a massa não fica exatamente doce, principalmente se o ingrediente escolhido para dar sabor for bem salgadinho. Não se aconselha reduzir a quantidade de açúcar da massa, isso mudará totalmente sua textura.

Bon profit!

* Por incrível que pareça, a festa de formatura dos doceiros não teve sobremesa…

.


Read Full Post »

Fotos Anamaria Rossi

Semana passada fui visitar duas bodegas de Cava, o vinho espumoso com DOC (Denominação de Origem Controlada) da Cataluña. O Cava está para a Espanha como o Champagne para a França. Não são iguais, embora sejam ambos vinhos espumosos. Provêm de uvas distintas e passam por processos e etapas de produção bem diferentes. Para um neófito, podem parecer a mesma coisa, mas um bom conhecedor sabe a diferença – como também sabe que são diferentes o excelente espumante brasileiro e o famoso Prosecco italiano.

A generosíssima Patu já havia me levado a Sant Sadurní D’Anoia para conhecer o Instituto do Cava, que entre outras coisas trabalha duro para criar mercado para o seu produto no Brasil.  Sant Sadurní é a Capital do Cava. Fica no meio das montanhas do Alt Penedés, cercada de vinhedos por todos os lados, e cheia de cuevas, as cavas, nos subterrâneos. Ali se produz 90% de todo o Cava espanhol.

Ainda me faltava conhecer as bodegas e ver, ao vivo, como é feito este vinho que se tornou minha mais nova e perene paixão. A idéia era ter voltado a Sant Sadurní a tempo de contar essa história numa Carta de Barcelona, mas não deu. Uma pena. Porque é uma verdadeira Viagem ao Centro da Terra!

O Instituto do Cava, sabedor do meu interesse inclusive como provável futura compradora no Brasil, agendou visitas a duas bodegas já devidamente representadas e distribuídas em terras brasileiras, Freixenet e Gramona. Recepção de luxo e altamente profissional em ambas, com direito a degustação no final!

O Grupo Freixenet é o maior produtor de Cava do Mundo Mundial, a milhas e milhas de distância dos demais, e seus diversos rótulos chegam a todas as partes do mundo. É provavelmente o Cava mais conhecido no Brasil, e o mais consumido.

A visita compreende a cava antiga, onde ainda se produzem umas poucas variedades de Cava de forma artesanal, e a nova e gigantesca área de produção, totalmente automatizada, dotada de laboratório para o cultivo de leveduras patenteadas e tanques de fermentação que me fizeram lembrar dos tempos da Petrobras.

Como qualquer produto designado ao grande mercado consumidor, os Cavas Freixenet tem como marca registrada a constância. Você pode abrir uma garrafa de Cordon Negro, Cordon Rosado ou Carta Nevada em qualquer parte do mundo e sentirá o mesmo sabor. Este é o objetivo e ao mesmo tempo um importante fator de êxito da empresa. Para quem pede mais, o grupo oferece alguns rótulos de maior delicadeza e menor escala, como o Reserva Real, que infelizmente só está no mercado espanhol.

Bem diversa é a filosofia da Gramona, produtora dos chamados Cavas de alta gama. Embora o processo de produção seja moderno e bastante automatizado, alguns rótulos recebem cuidados tão especiais que chegam a ter as garrafas embaladas manualmente em celofane para chegarem intactas ao destino.

Boa parcela dos Cavas Gramona ainda são produzidos na cava antiga, quatro andares dentro da terra que sustenta o edifício administrativo no centro de Sant Sadurní. Pode-se dizer que, embora não seja exatamente uma produção em pequena escala, o processo mantido por esta bodega ainda é, em certa medida, artesanal.

Descer as escadas úmidas e penetrar nas cuevas escuras e centenárias é uma experiência indescritível! Fotografar é quase impossível. Os vinhos, ali, repousam de quatro a cinco anos na mais absoluta escuridão – tempo que a levedura leva para forjar sabores igualmente indescritíveis, e as garrafas são cobertas pela poeira fina da maturação.

Até os anos 80, a Gramona manteve uma unidade de produção no Brasil, mais precisamente em Jundiaí, e chegava às gôndolas sob o rótulo Gramond. Hoje a produção é exclusivamente catalã. Allegro, Imperial e III Lustros são três dos rótulos atualmente distribuídos no Brasil. Todos di-vi-nos!

Ai, acho que eu vou ter que montar um café só para poder colocar essas delícias no cardápio…

.

Read Full Post »

The Milkmaid, Jan Vermeer

Eu sei que eu não deveria ficar aqui contando tantas intimidades, mas é que realmente a Semana da Reciclagem na geladeira aqui de casa está me saindo uma belezura!

Hoje eu comecei pelo congelador: o penúltimo dos moicanos era um potinho de molho à bolonhesa home made by myself. Uma bolonhesa nada original, porque a carne moída que encontrei naquele longínquo dia da confecção do molho não era apenas uma carne moída, era um preparado para alguma coisa que já vinha com um pouco de amido misturado. Mas o sabor do tomate bem cozido, com cebola, alho, azeite de oliva e um buquê de ervas, me ajudou a superar o trauma da desagradável textura da carne.

No segundo passo, ao abrir a porta inferior da geladeira, dei de cara com a bandeja de frios: zero jamón, miles de quesos! E, confesso, pouca coisa além disso nas prateleiras vizinhas, a não ser por algumas frutas e legumes que, definitivamente, eu não estava a fim de comer num dia tão friorento.

Automaticamente as palavras “bolonhesa” e “queijo” combinaram-se em meu Sistema de Busca Interior, que para minha alegria acendeu o alerta laranja do armário: ***massa de canelone disponível***.

Antes que eu tivesse tempo de contar as calorias da bomba que daria à luz em poucos minutos, os apetrechos já estavam alinhados sobre a pia, e duas panelas com água, sal e azeite já começavam a borbulhar no fogão.

Nos 15 minutos que a pasta levou para cozinhar, preparei uma béchamel bem enxutinha, com farinha de trigo, manteiga, leite, noz moscada e uma pitada de sal, e dividi em três partes. À primeira juntei pedacinhos de queso azul; à segunda, um pouco de brie desmanchado (brie é incrivelmente barato aqui na Espanha); à terceira, um pouco de emmental ralado e uns pedacinhos de queijo fresco.

Para dar mais consistência à béchamel, dividi entre os três potinhos as duas fatias de mussarela magra que me restavam (eu sei que deveria ter pensado em algo menos gorduroso, mas o fato é que eu queria acabar com aqueles queijos todos…).

Esfriei um pouco os cremes de queijo, para dar-lhes textura de recheio, montei os canelones alternando os sabores, cobri com a bolonhesa borbulhante e levei ao forno para gratinar com um pouquinho de grana padano ralado.

Feitas as contas, temos aí nada menos que seis queijos, o que é um exagero evidente, só permitido em situações extremas de Reciclagem de Restinhos em Véspera de Mudança.

A parte ruim de tudo isso foi que o restinho de vinho branco que descansava na geladeira não pode ser incorporado ao banquete, estava quase virando vinagre.

A parte boa é que sobrou metade da forma de Cannelloni Tutti Formaggi para o jantar…

Foto Anamaria Rossi

Read Full Post »

Na festa de formatura, eu e Jesus, meu primeiro parceiro nas aulas de cozinha, exibimos orgulhosos nossos diplomas

..

Pose nada clássica com Loreto, que roubou o lugar de Jesus e foi uma grande parceira

.

Fazendo charme ao lado do chef Lluis Rovira, queridíssimo e competentíssimo!

.

Lluis abriu os trabalhos com uma bela festa, quitutes mil e, claro, muito Cava

.

O segundo turno da festa foi em um bar de tapas em frente à escola

..

Alícia tenta captar a borrachera de Paloma e Loreto no bar dos argentinos, terceira parada na ronda comemorativa

.

Loreto, com o ar tropical das Canárias, e Alícia, cheia de ginga catalana-andaluza

.

Como achamos pouco, las cuatro guapas borrachas partimos para a quarta etapa

..

Alícia e sua amiga e parceira de cozinha, a guapísima e querida galega Paloma

.

A dupla mais dinâmica do Mundo Mundial: Doñana e Lore, depois dos mojitos finais

E aqui termina a história de um de recomeço – e começa outra, ainda por viver e contar.

Anamaria Rossi, Jornalista e Cozinheira.

Read Full Post »

… Entramos na penúltima semana de atividades deste modestíssimo blog com a marca de 40 mil cliques!

Foto Anamaria Rossi

Muchísimas gracias a todos!!!

Read Full Post »

Older Posts »